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Casa da Cultura Mirandesa

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Muralha (Entrada Principal)

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Muralha (Entrada Principal)

A entrada principal das muralhas de Miranda do Douro, situada na zona histórica da cidade, é um vestígio imponente da antiga fortificação medieval que protegia a vila. Esta porta, construída em pedra granítica, apresenta um arco de volta perfeita e um portal robusto, pensado para controlar o acesso à cidade intramuros.

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Museu da Terra de Miranda

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Torre (Sul)

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Muralha (Sul)

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Muralha (Sul)

A entrada sul da muralha de Miranda do Douro é um dos antigos acessos à cidade histórica, situada na zona muralhada que delimitava o núcleo medieval. Construída em pedra, apresenta um arco de volta perfeita e vestígios das antigas ameias e torres defensivas que protegiam a cidade. Este ponto permitia controlar o trânsito de pessoas e mercadorias, garantindo segurança intramuros. Hoje, a entrada sul mantém-se como testemunho do passado fortificado de Miranda do Douro, integrando-se no percurso turístico e histórico da cidade.

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Barbacã Moderna

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Barbacã Moderna

A partir do final da Idade Média, começam a usar-se as novas armas de fogo, que forçaram a cidade a responder também com novas estruturas defensivas. Preparada apenas para as armas elásticas medievais, a defesa da entrada principal da cidade obrigou a reforçá-la com uma segunda barbacã, adaptada ao uso de artilharia defensiva, cujas portas, em arco redondo, estavam ladeadas de frestas, em forma de troneiras, que permitiam varrer com fogo rasante o acesso à cidade.

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Muralha (Norte)

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Muralha (Norte)

A muralha medieval de Miranda do Douro formava, com o seu castelo e portas fortificadas, o perímetro defensivo da cidade antiga. A entrada norte, próxima à zona externa da muralha, marca um dos antigos pontos de acesso à cidade intramuros. Ao longo dos séculos, o traçado urbano que contorna a muralha a norte e a oeste transformou-se numa artéria de circulação moderna — ruas como a que acompanha a muralha norte e a via exterior à zona histórica assinalam ainda hoje a demarcação entre o centro medieval e a expansão mais recente.

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Capela de Santa Cruz

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Capela de Santa Cruz

A Capela de Santa Cruz, situada em Miranda do Douro, é um pequeno templo de traça barroca que integra o conjunto patrimonial religioso da cidade. De planta simples e longitudinal, apresenta uma nave única e uma capela-mor retangular, complementadas por uma sacristia igualmente modesta. A fachada, construída em cantaria aparelhada, termina em empena e é marcada por um portal de arco pleno, enquadrado por pilastras dóricas que sustentam um entablamento do mesmo estilo, rematado por um frontão triangular interrompido.

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Postigo da Barca

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Postigo da Barca

Durante a Idade Média, a vila de Miranda possuía apenas duas portas de entrada: uma a norte e outra a oeste. No entanto, quando se tornou cidade episcopal em 1545, as relações com Espanha obrigaram a abertura de uma terceira porta, o Postigo, assim chamado por ser mais pequeno que as outras, consistente num arco apontado, destinado a permitir um acesso mais rápido em barca pelo rio Douro, de onde provém o seu nome. Esta obra foi costeada pelo primeiro bispo de Miranda, Turíbio Lopes, que também mandou construir a calçada que conduzia às margens do rio Douro.

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Igreja da Misericórdia

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Igreja da Misericórdia

Igreja de Misericórdia construída no séc. XVI e reformada no XVII, com planta retangular composta de nave única e capela-mor, com sala do despacho adossada à fachada lateral esquerda, aberta para a nave através de tribuna. Tem a fachada principal em cantaria, executada por Belchior Fernandes, definida por pilastras coroadas por pináculos, terminada em empena truncada por uma sineira, ainda que o projeto de 1687 tenha definido tripla sineira, que seria abandonada pelos mesários por não ser "decente" nem comum nas Misericórdias da região. É rasgada por portal maneirista, em arco de volta perfeita entre colunas suportando entablamento, encimado por nicho, concheados e pináculos, e duas janelas laterais, já de recorte barroco. O portal substituiu o primitivo que não era central ao templo. Interior com coro-alto, construído em 1766, tribuna no lado do Evangelho, de vão abatido sobre pilastras, tendo no piso térreo a Casa da Tulha e sala de arrumos, púlpito confrontante, com bacia de cantaria e guarda em balaustrada de madeira, duas capelas laterais profundas e duas à face no topo da nave, com retábulos de talha dourada e policroma, barrocos e neoclássico.A capela de Nossa Senhora da Boa Morte tem retábulo em talha policroma, neoclássico, de grande riqueza decorativa e inscrição no intradorso do arco. O retábulo da capela de Nossa Senhora da Misericórdia é barroco, de estilo nacional, mas ostenta ainda, elementos maneiristas, mormente as figurações presentes no painel. O retábulo das Almas, em talha dourada, é barroco e tem interessante composição das almas sendo resgatadas do da boca do Diabo, retratado como monstro negro; ostenta ainda inscrição no arco da capela. O retábulo-mor é também barroco, de estilo nacional, sendo ricamente lavrado ostentando interessante imagem do Santo Cristo da Misericórdia, revelando ainda um excelente trabalho de talha e simultaneamente invulgar remate superior com integração de telas pintadas.

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Homenagem ao Povo Mirandês

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Homenagem ao Povo Mirandês

Prestar homenagem as gentes do campo da Terra de Miranda é o objectivo primordial duma escultura da autoria de António Nobre, que será colocado na praça D. João III, a sala de visitas da cidade de Miranda do Douro. O investimento ronda os 60 mil euros, sendo da responsabilidade da autarquia local.O conjunto é composto por duas figuras em bronze que estarão em pose de diálogo. Uma das peças representa uma mulher tipicamente mirandesa do campo, vestindo a indumentária tradicional usada na região. O escultor, natural de Sendim, não poupou pormenores, como é caso do xaile ou o lenço atado na cabeça e o tradicional “mandil”, aos ombros. A figura mirandesa transporta, ainda, uns alforges, elemento típico de quem queria comprar ou vender nos mercados populares da cidade mirandesa.A segunda figura representa o homem da cidade envolto na sua tradicional capa de honra. Segundo António Nobre, deste conjunto podem-se tirar várias interpretações de vários sectores da etnografia local, como é o caso da indumentária das personagens. Por outro lado, o homem mirandês era pastor, boieiro ou agricultor e, por este motivo, tinha necessidade de se deslocar às feiras para adquirir o que necessitava para o dia a dia.Por outro lado, encontrava-se com os amigos (daí que as imagens estejam em pose de diálogo) ou fazia o pagamento de impostos na sede de concelho.Além disso, pretende-se perpetuar uma tradição que vai desaparecendo, destacando o vestuário típico mirandês e outros elementos, como é o caso dos tradicionais bardeiros, vassouras feitas em milho muito utilizadas nas cozinhas da região.As duas peças são três vezes maiores do que um cidadão normal e já foram fundidas em bronze, encontrando-se em fase de montagem.As figuras vão passar cerca de duas semana à chuva para que a tonalidade do bronze fique o mais apurada possível, ao passo que a inauguração do conjunto está agendada para Fevereiro.

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